O Tribunal de Contas da União realizou uma auditoria nos procedimentos de recuperação judicial e identificou diversas fragilidades estruturais e operacionais. O objetivo era verificar a eficiência e a adequação desses procedimentos. Durante a auditoria, foram encontradas falhas como a extrapolação do prazo normativo para o ajuizamento de ações e a baixa qualidade na instrução inicial dos processos.
Além disso, a auditoria destacou a ausência de critérios claros por faixa de valor para a realização de testes de compliance de produto, o que pode aumentar os riscos relacionados à cessão de créditos. A estrutura atual das gerências de contencioso foi considerada insuficiente para acompanhar o volume de processos sob responsabilidade de terceiros, e houve descumprimento de prazos para visitas gerenciais.
A falta de automação na integração de sistemas e a inexistência de indicadores de desempenho foram outros pontos críticos identificados. O TCU determinou algumas ações e fez recomendações para melhorar esses processos, visando aumentar a eficiência e a transparência na recuperação judicial. Essas medidas são importantes para garantir que os recursos públicos sejam utilizados de forma adequada e que os processos sejam conduzidos de maneira eficaz.